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Transporte caro e população sem voz em Goiânia.

O transporte coletivo de Goiânia volta a ser debatido e o valor da passagem está prestes a sofrer um reajuste de acordo com a Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC). Na visão do deputado estadual Francisco Jr (PSD), todo o modelo de transporte coletivo precisa ser repensado. “A situação é grave e não basta aumentar a passagem ou colocar mais ônibus nas ruas. Todo o modelo do transporte coletivo da capital precisa ser revisto. Há 30 anos temos os mesmos problemas e as mesmas promessas. O transporte está ficando mais caro e a população continua sem voz”, afirmou o parlamentar.

Para Francisco Jr, a prefeitura não deveria aceitar o aumento no preço da passagem sem a realização de estudos técnicos: “me causa estranheza o município buscar essas medidas sem o menor estudo. Nós temos ônibus andando a cinco quilômetros por hora em alguns trechos da cidade. Aumentar o número de veículos nas linhas somente para justificar o reajuste da passagem não vai resolver o problema”.

O deputado debateu constantemente este assunto na campanha eleitoral para a Prefeitura de Goiânia no ano passado. Francisco Jr propôs um mecanismo de subsídio para baratear a passagem, estudos para entender como e para onde as pessoas se locomovem na cidade e a aplicação de parte da receita do IPVA para custear melhorias no transporte coletivo. “Nós precisamos de um transporte público barato, com pontualidade, segurança e conforto para o cidadão”, destacava.

O deputado alegou ainda que o aumento da passagem vai na contramão do que os eleitores esperavam, leia na íntegra:

“Isso vai completamente contra o que foi ouvido nas ruas durante a campanha eleitoral e mostra mais uma vez que a política tem que mudar e ter como foco o cidadão. Ter um transporte público de qualidade é fundamental para desenvolver a mobilidade da cidade. No caso de Goiânia, a situação é grave e não basta apenas colocar mais ônibus nas ruas. Todo o modelo do transporte coletivo da capital precisa ser revisto. Há 30 anos temos os mesmos problemas e as mesmas promessas.

O ônibus tem que ser prioridade no trânsito da cidade, para garantir a pontualidade das linhas. O transporte público precisa ser público de verdade, subsidiado, com uma tarifa mais baixa. Precisa oferecer segurança e conforto para os passageiros, ser atrativo para que as pessoas deixem o carro ou a moto em casa e se locomovam com praticidade. O próprio trânsito pode gerar receitas para a implementação dessas melhorias, com novas áreas de estacionamento e a aplicação de parte da arrecadação do IPVA, por exemplo.” – declarou Francisco Júnior.

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