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Dificuldades dos transplantados no mercado de trabalho é discutida pela Câmara

Em audiência pública promovida nesta segunda-feira, dia 27, Dia Nacional da Doação de Órgãos, a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados discutiu o direito dos transplantados e suas inúmeras dificuldades, principalmente com relação ao mercado de trabalho. “Sou um dos apoiadores do projeto de lei, do meu colega Fábio Trad, e nossa intenção é fazer com que possamos garantir na legislação o benefício e uma melhor qualidade de vida para as pessoas que tiveram que se submeter a algum tipo de transplante”, afirma o deputado federal Francisco Júnior (PSD).

Segundo dados apresentados pelo presidente da Associação Brasileira de Transplantados, Edson Arakaki, 54% dos pacientes não conseguem se reinserir no emprego e não há programas para o período, entre seis meses e um ano, de adaptação à nova condição e medicações. “No transplante de órgãos o paciente sai de um problema que está incontrolável e migra para um problema controlável. Ela ainda tem um problema de saúde, mas em uma situação melhor que a anterior”, destacou a advogada Caren Machado, mestre em Direitos Humanos e atuante na defesa dos direitos dos transplantados.   

Decidida a narrar suas dificuldades e os inúmeros problemas com que precisa lidar após realizar o procedimento, a transplantada Priscila Modesto, de 37 anos, destacou que ainda há muito preconceito e desinformação. “Preciso trabalhar para ajudar a minha mãe, que está aposentada, para poder manter o meu tratamento. Peço que as empresas tenham um olhar mais humano para nós, transplantados. A nossa história de vida tem que servir de inspiração para as pessoas”, afirmou Priscila, ao contar sua história.

O deputado Francisco Júnior destacou que o projeto de lei foi apensado a uma outra proposta, que também trata da equiparação de direitos com as pessoas com deficiência e que será necessário estar atento à sua tramitação. “Queremos garantir que todos tenham uma participação plena e efetiva em nossa sociedade. A nossa legislação trata de forma igual os desiguais. Precisamos gerar oportunidades a quem precisa mais. Esse é o grande desafio nosso”, destacou o parlamentar.

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